Turismo Ambiental

PARQUE ESTADUAL DO PAPAGAIO CHARÃO

Com uma área de 1.000 hectares, a unidade de conservação - UC criada em 1982, localizada no município de Sarandi - RS, preserva uma importante área de transição entre a vegetação da floresta de araucárias (ombrófila mista) e dos campos (savanas), na região do Planalto Médio do Rio Grande do Sul. 
A UC abriga espécies ameaçadas de plantas e animais nativos do estado, entre elas a Araucária conhecida também como pinheiro-brasileiro, considerada símbolo do estado chegou a ocupar 25% do território gaúcho, mas atualmente não resta mais de 1% da mata original.

01Vegetação de campo e floresta de araucárias se misturam (Foto: Diana Nascimento/Arquivo Pessoal)

Até 2010, a unidade se chamava Parque Estadual de Rondinha, o município vizinho, o que sempre soou como uma provocação aos moradores de Sarandi, já que o parque se encontra totalmente inserido no município. 
O nome do parque foi trocado recentemente e homenageia uma ave originária do Rio Grande do Sul que se encontra ameaçado, o papagaio-charão. Considerado o menor papagaio brasileiro, a ave tem como principal alimento o pinhão. No entanto, raramente exemplares de papagaios-charão são vistos no PESPC, é mais comum-ver ver os papagaios-de-peito-roxo (Amazona Vinacea), que também estão na lista de espécies Estudos científicos detectaram 31 indivíduos de papagaio-de-peito-roxo na região de Sarandi, essa ocorrência nos mostra ainda mais a importância da conservação desta UC, já que ela preserva uma das amostras importantes do habitat preferencial dessas espécies ameaçadas de extinção.

02Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) - (Foto: UPF/Divulgação)

O parque também abriga animais como, jaguatiricas, gatos-do-mato, macacos-prego, veados-mateiros, graxains, serelepes e corujas mochos-diabo, além de outras centenas de espécies de aves, anfíbios e répteis.
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Entre os exemplares da flora nativa preservada nos mil hectares do parque, também consta uma espécie de butiá de nome científico “Butia paraguayensis” que não ocorre em outras regiões do estado. Essa variedade da palmeira é menor do que as outras do mesmo gênero – atingem no máximo quatro metros e é encontrada apenas em áreas de campos abertos.

04Butia paraguayensis - Espécie endêmica vista no parque (Foto: Igor Kraemer/Arquivo Pessoal)

Outro grande atrativo do parque é a cachoeira dos baios, para chegar até ela é preciso percorrer uma trilha de aproximadamente 4 km por em meio à mata, isso enriquece ainda mais a visita, já que no caminho pode-se dar sorte e encontrar alguma espécie da fauna local.

05Uma das muitas quedas d'agua no rio dos Baios (foto: Diana Nascimento)

O parque não é aberto ao publico, mas aceita visitas guiadas para atividades de pesquisa e de educação ambiental mediante agendamento prévio de no mínimo 15 dias.
Os interessados podem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. justificando o motivo da visita, numero de possíveis visitantes, juntamente com o número do RG de cada um e aguardar o encaminhamento do pedido e a autorização para a visitação.

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